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Economia Circular: L’Oréal promove debates com fornecedores sobre sustentabilidade em todas as etapas de produção

18 de setembro de 2017

Cerca de 20 empresas parceiras da L’Oréal Brasil participaram de evento que faz parte do Programa de Desenvolvimento Compartilhado de Fornecedores




Maya Colombani, Diretora de Sustentabilidade da L'Oréal Brasil, fala das iniciativas da companhia
Maya Colombani, Diretora de Sustentabilidade da L’Oréal Brasil, fala das iniciativas da companhia


Reaproveitar, reutilizar e renovar são alguns dos conceitos que abrangem a Economia Circular, um modelo que propõe que as matérias-primas utilizadas para desenvolver um produto sejam mantidas em circulação por meio de cadeias de produção integradas. Em contrapartida ao comum sistema linear, que incentiva o ciclo de extração-produção-descarte, a economia circular mostra que os resíduos podem se tornar novos produtos e iniciativas. O assunto foi o tema escolhido para um debate com fornecedores da L’Oréal Brasil em 12 de setembro, no Rio de Janeiro. O workshop Sharing Beauty With All – Economia Circular”, que reuniu cerca de 20 representantes de empresas, foi o primeiro passo para que os parceiros entendam o compromisso de sustentabilidade proposto pela Companhia e possam colaborar na criação de iniciativas que diminuam os impactos aos recursos naturais em todas as etapas de produção.

A proposta do evento foi desenvolver um diálogo com os fornecedores a partir de uma metodologia educacional dividida em três etapas: apresentar o conceito de Economia Circular; mostrar como a L’Oréal e fornecedores podem trabalhar juntos; e o que a Companhia tem feito internamente para expandir o compromisso de sustentabilidade para todas as cadeias de valores. Para Renata Daflon, fornecedora da empresa Holográfica, as palestras serviram para ter novos insights: “Nos motiva com novas ideias e mudanças que podemos fazer na nossa empresa. E mais ainda, vemos como somos importantes para esse processo. Escutei pessoas inteligentes e com vivência nisso e já refleti: o que posso melhorar?”.

Como a L’Oréal Brasil busca desenvolver os fornecedores?

De acordo com Maya Colombani, Diretora de Sustentabilidade da L’Oréal Brasil e uma das palestrantes, o programa Sharing Beauty With All é uma das prioridades da Companhia, mas para alcançar todas as metas é preciso trabalhar em conjunto com a base dessa cadeia: as compras. “É do fornecedor que vêm os ingredientes para criar os nossos produtos. A gente quer inspirar e engajar os parceiros para criarmos juntos uma L’Oréal Brasil mais sustentável, em que tudo que compramos e colocamos no mercado tenham uma pegada socioambiental positiva”, destaca Maya.

Para os fornecedores participantes, o workshop foi uma oportunidade de alinhar os objetivos de sustentabilidade entre os dois lados. “É como semear ideias do que podemos fazer a partir de agora. O evento com os fornecedores é uma forma de nos incluir nas iniciativas sustentáveis da L’Oréal”, ressaltou Hector di Paolo, da empresa Atrion. Já Thiago Lund, representante da empresa Nova Brasileira, observa uma mudança de comportamentos: “É muito interessante ver que aos poucos mais fornecedores começam a se engajar, não só porque é um pedido da Companhia, mas porque eles acreditam que isso representa o futuro”.

Hoje, a L’Oréal Brasil já desenvolve iniciativas que impactam desde os pontos de venda até as comunidades em que está inserida, como os novos quiosques de Maybelline NY criados com materiais reaproveitados e o projeto Casa das Belezas, que oferece formação profissional para moradores de Nova Iguaçu.

“O lixo é um erro de design”, aponta especialista em Economia Circular

Um dos palestrantes foi o chileno Gonzalo Muñoz, especialista em Economia Circular e fundador da empresa TriCiclos. Muñoz iniciou a conversa com os fornecedores explicando como as experiências pessoais fizeram com que entendesse o papel das grandes e pequenas empresas na resolução de problemas ambientais que atingem a todos. Segundo ele, todas as empresas geram impactos no meio ambiente em suas operações, sejam impactos positivos ou negativos.

Mas Gonzalo alerta que os resíduos gerados afetam muito mais que o ecossistema – atinge pessoas e comunidades. “O lixo é um erro de design. O modelo de economia circular é baseada nas necessidades de todos os stakeholders, sendo o meio ambiente e sociedade as partes que mais merecem atenção nas novas decisões quanto a origem, uso e final de vida de insumos para produção. Isso reflete em novos produtos mais sustentáveis”, pontua. Para promover o desenvolvimento sustentável, no entanto, o especialista afirma que as companhias precisam dar o primeiro passo para as mudanças: o diálogo. “O evento promovido pela L’Oréal Brasil reforça que as grandes empresas possuem alta representatividade na compra dos insumos de grande parte dos fornecedores. Este é o fator principal de incentivo para criação de soluções de menor impacto”, finalizou.

Sob a perspectiva do trabalho realizado pela L’Oréal Brasil, Maya Colombani acredita que é preciso reinventar a forma de trabalho para que todas as ações estejam ligadas ao fator de impacto ambiental e social. “Não podemos mais colocar produtos, merchandising e promoções sem pensar o que vamos fazer com eles depois ou como vamos dar àquele material uma segunda vida”, alerta. “É por isso que termos como Economia Circular e Logística Reversa devem se tornar uma obsessão em cada marca, cada divisão e cada coisa que fazemos”.

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