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Indústria 4.0: como a fábrica de SP da L’Oréal Brasil está se preparando para a digitalização de todas as operações

18 de abril de 2018

Com o projeto Fábrica do Futuro em São Paulo, Companhia busca acompanhar tendências tecnológicas, flexibilizar a produção e reduzir custos


As inovações tecnológicas e seu impacto na produção estão cada vez mais integradas ao processo de digitalização da L’Oréal Brasil. Com o projeto Fábrica do Futuro, em São Paulo, a Companhia busca fortalecer as transformações tecnológicas na rotina de operações. Uma das mudanças já implementadas é o uso da robótica colaborativa – projetada para interagir com a mão de obra humana – que otimiza as etapas de produção, diminui seus custos e aumenta sua flexibilidade. Essa e outras iniciativas marcam o início da chamada Indústria 4.0, tendência de tecnologia que está impactando inúmeras fábricas, especialmente manufaturas, ao redor do mundo.


Conceito criado na Alemanha, em 2011, a Indústria 4.0 visa incluir iniciativas de automação, tecnologia de realidade aumentada, inteligência artificial e interconectividade entre dispositivos para otimizar toda a escala do processo produtivo. “A digitalização na fábrica não fica só no campo da estratégia, mas queremos utilizar a tecnologia para otimizar o trabalho, aumentar a produtividade, melhorar a qualidade e diminuir a exposição ao risco. O mais importante aqui é trazer para dentro da cabeça de cada colaborador um pouco da semente da inovação”, ressaltou Antonio Grandini, Diretor da Fábrica de São Paulo. As necessidades do negócio e as possibilidades abertas pelas novas tendências tecnológicas motivaram a implementação do movimento na unidade.


Na prática: as mudanças da Indústria 4.0 na Fábrica do Futuro


Embora outras iniciativas de digitalização já estivessem sendo implementadas na fábrica nos últimos anos, o projeto Fábrica do Futuro – que projetou como os colaboradores gostariam que o espaço fosse em 2050 – serviu para encorajar as mudanças. “O Comitê da Fábrica fez um trabalho de analisar os contextos sociais, econômicos, políticos, ambientais e tecnológicos para definir o perfil dessa nova operação e quais são as tendências que deverão ser colocadas em prática para alcançar esse cenário”, contou Caio Nunes Carneiro, Coordenador de Qualidade. Segundo ele, as projeções deram origem a planos de curto a longo prazo, que estão sendo implementados em fases e alguns projetos experimentais, como protótipos de Internet das Coisas – que liga todos os processos e objetos à internet para ações mais inteligentes e sensoriais -, sensores de monitoramento de peças de manutenção no ambiente digital e iniciativas para a otimização de transporte de material na fábrica.


Os colaboradores estão diretamente envolvidos no processo, que foi incorporado ao planejamento estratégico da Fábrica. “Além disso, o Projeto Formare, parte da Academia de Manufatura, que faz a capacitação de jovens da comunidade do entorno da fábrica para atuar na indústria, já conta com disciplinas voltadas para inovação e digitalização.” O objetivo é tornar a Fábrica do Futuro mais conectada, além de preparar e capacitar os colaboradores para a chegada da Indústria 4.0.


Digitalização e possibilidades para experiência de compra


O processo também traz mudanças quando se trata dos consumidores finais da L’Oréal Brasil, já que traz ferramentas para aproximá-los da Companhia, por meio de mais informações sobre os produtos e até mesmo maior personalização de seu uso: “As possibilidades para o futuro são muitas, desde um tour virtual para nossos consumidores conhecerem o ambiente onde seus produtos favoritos são feitos até podermos entender o perfil de consumo”. Ele finaliza: “Esperamos que a área de operação não só acompanhe todas as mudanças da sociedade e dos negócios da L’Oréal, mas também seja um motor dessas mudanças”.

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